terça-feira, 7 de agosto de 2012

EXEMPLOS DE TEXTOS NARRATIVOS, DESCRITIVOS, INJUNTIVOS, PREDITIVOS E EXPOSITIVOS

POESIA

Ou isto ou aquilo
(Cecília Meireles)

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.


PARÓDIA


"*Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mais flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"


CONTO

A Roupa do Rei




xxxx
Era uma vez um rei tão vaidoso de sua pessoa que só faltava pisar por cima do povo. Certa vez procuram-no uns homens que eram tecelões maravilhosos e que fariam uma roupa encantada, a mais bonita e rara do mundo, mas que só podia ser enxergada por quem fosse filho legítimo.
xxxx
O rei achou muita graça na proposta e encomendou o traje, dando muito dinheiro para sua feitura. Os homens trabalharam dia e noite num tear mágico, cozendo com linha invisível, um pano que ninguém via.
xxxx
O rei mandava sempre ministros visitarem a oficina e eles voltavam deslumbrados, elogiando a roupa e a perícia dos alfaiates. Finalmente, depois de muito dinheiro gasto, o rei recebeu a tal roupa e marcou uma festa pública para ter o gosto de mostrá-la ao povo.
xxxx
Os alfaiates compareceram ao palácio, vestindo o rei de ceroulas, e cobriram-no com as peças do tal traje encantado, ricamente bordado mas invisível aos filhos bastardos.

A Roupa do Rei





xxxx
O povo esperou lá fora pela presença do rei e quando este apareceu todos aplaudiram com muito entusiasmo. Os alfaiates, aproveitando a festa, desapareceram no meio do mundo.
xxxx
O rei seguiu com o cortejo, mas, atravessando uma das ruas pobres da cidade, um menino gritou:
xxxx
- O Rei está de ceroulas! xxxx
Todo mundo ali presente reparou e viu que realmente o rei estava apenas de ceroulas. Uma grande e entrondosa vaia foi o que se ouviu. O rei correu para o palácio morto de vergonha. Desse dia em diante corrigiu-se seu orgulho. E enquanto durou seu reino foi um rei justo e simples para o seu povo.
xxxx
Nota:
Conto da idade média compilado pela primeira vez na Espanha por Dom Juan Manuel, século XV, em um livro intitulado "Libro de Patronio ou do Conde Lucanor". Anderson o contista, mais tarde o modifcou e criou sua própria versão da história.



 DESCRIÇÃO
 

BIOGRAFIA

Machado de Assis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Machado de Assis Academia Brasileira de Letras
Machado de Assis, 1896, fotógrafo desconhecido,
Academia Brasileira de Letras.
Nascimento21 de junho de 1839[1]
Rio de Janeiro, RJ
Morte29 de setembro de 1908 (69 anos)[2]
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Brasileiro
OcupaçãoEscritor e jornalista
Influências
Influenciados
Magnum opusEntre os críticos e o público, destacam-se Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A crítica considera que suas melhores obras são as da Trilogia Realista.[3]
Escola/tradiçãoRomantismo/Realismo
AssinaturaAssinatura de Machado de Assis.gif
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional.[4][5][6][7][8] Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário.[9][10] Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.[11]
Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.[12] Os biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual.[13] Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.[14]


DIÁRIO PESSOAL

                                                                                                                                                                                          28/05/2000

     Querido amigo diário, hoje estou um pouco triste, não consegui dizer para meu amor o quanto ele significa para mim, mas tenho certeza que amanhã conseguirei expressar tudo o que sinto por ele.
Boa noite querido amigo, amanhã converaremos mais.
                                                                                     
                                                                    Beijooooooooooooos!


TEXTO DESCRIIVO

    Marya era uma moça bonita, com longos cabelo pretos, olhos com um brilho que irradiava a todos que estavam ao seu redor, alta, elegante, espirituosa, cheia de vida, essa menina que a todos encantava tinha motivos para ser triste, pois muito pequena perdera sua família, mas ela não se abatera, lutou com todas as suas forças para fazer feliz os que dela estivessem perto ...



INJUNÇÃO



RECEITA

Espaguete com Brócolis e Tomate seco
400 g de espaguete
1 xícara (chá) de
brócolis cozidos
1 tomate seco
em tirinhas
2 colheres (sopa)
de azeite
1 dente de alho
picado
sal e pimenta-doreino
a gosto
Cozinhe o macarrão em água quente abundante com sal. Escorra e reserve. Em
uma frigideira grande, aqueça o azeite e refogue o alho até dourar. Junte o brócolis e
o tomate e tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Ponha o macarrão, mexa e sirva
em seguida.

BULA DE REMÉDIO

http://www.buladeremedio.com.br/wp-content/uploads/2011/02/foto-imagem-remedio-medicamento-nauseas-vomitos-infeccao-plasil.jpg

MANUAL DE INSTRUÇÃO

Creche Paço dos Infantes


PREDIÇÃO


HORÓSCOPO

http://portaldebrujos.com/images/Horoscopo.JPG

CARTAS


http://magiaesoterica.com/wp-content/uploads/2011/01/taro.jpg

PREVISÃO DO TEMPO

http://www.hypecetera.net/wp-content/uploads/2009/10/previsao-do-tempo.jpg


EXPOSIÇÃO


PALESTRA

SONHAR É PRECISO

Principais objetivos com a palestra:
 
Ampliar o autoconhecimento como uma ferramenta de crescimento;
Ter uma atitude pró ativa;
Compromisso e responsabilidade com os próprios resultados;
A importância dos sonhos e de projetos de vida;
Vontade de crescer como indivíduo e aprimorar habilidades;
Colocar-se no lugar do outro e entender suas necessidades;
Melhoria das relações interpessoais;
Escolhas: perdas e ganhos;
A importância de planos de ação claros e objetivos;
Compreensão da necessidade de uma equipe forte e coesa;
Sentir-se realizado com suas conquistas e desafios.

Veja um exemplo de texto expositivo:

O telefone celular

A história do celular é recente, mas remonta ao
passado –– e às telas de cinema. A mãe do telefone
móvel é a austríaca Hedwig Kiesler (mais conhecida
pelo nome artístico Hedy Lamaar), uma
atriz de Hollywood que estrelou o clássico Sansão
e Dalila (1949).
Hedy tinha tudo para virar celebridade, mas pela
inteligência. Ela foi casada com um austríaco nazista
fabricante de armas. O que sobrou de uma relação
desgastante foi o interesse pela tecnologia.
Já nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra
Mundial, ela soube que alguns torpedos teleguiados
da Marinha haviam sido interceptados por
inimigos. Ela ficou intrigada com isso, e teve a ideia:
um sistema no qual duas pessoas podiam se comunicar
mudando o canal, para que a conversa
não fosse interrompida. Era a base dos celulares,
patenteada em 1940.

TESTE SEU CONHECIMENTO SOBRE AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

EXERCÍCIOS: ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Classifique as orações subordinadas substantivas em: Subjetiva, apositiva, completiva nominal, predicativa, objetiva direta e objetiva indireta.

1) É necessário que se estabeleça regras nesta empresa.


2) Mariana lembrou-se de que Manoel chegaria mais tarde.


3) Tenho certeza de que não há esperanças.


4) Quero saber como você chegou aqui.


5) Faço apenas um pedido: que você nunca abandone os seus princípios.


6) Minha vontade é que encontres o teu caminho.


7) Não gosto de que você saia à noite.


8) Todos querem que você participe da nossa equipe.


9) Minha sugestão seria que convocasse a todos.

10) É necessário que todos colaborem.


Língua Portuguesa – Prof.ª: Maracy Dourado

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Oração Subordinadas

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA

Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.

Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:
Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:

- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;

Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
E ainda em:

- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva
- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva

terça-feira, 17 de julho de 2012

Conteúdos prévios para o estudo sobre Oração Subordinada Substantiva

Sujeito
É o termo da oração do qual se afirma ou se nega algo.
Exemplos:
João andava de bicicleta.
Machado de Assis escreveu “Dom Casmurro”

O núcleo do sujeito é a palavra principal, que encerra a essência de sua significação.
Exemplo:
Os cravos brancos embelezam os campos. (a palavra cravos é o núcleo do sujeito)
Predicado é tudo que se afirma do sujeito. Na análise de uma oração, destacamos o sujeito e tudo o que restar, exceto o Vocativo, será predicado.
Exemplos:
Alberto agiu com calma.
Caiu a prateleira da parede.
Chove.
TIPOS DE SUJEITO:
Sujeito Simples é aquele com só um núcleo.

Exemplos:
Quem descobriu o Brasil?
As flores morreram.

Sujeito Composto é aquele que tem mais de um núcleo
Exemplos:
O rapaz e a moça estavam namorando.
Demitiram o gerente e o vendedor.
Sujeito Elíptico (ou oculto) é aquele não expresso e que pode ser determinado pela desinência verbal ou pelo contexto.
Exemplos:
Levantarei cedo. (sujeito oculto: eu)
Comeu e foi embora. (sujeito oculto: ele)
O médico chegou ao hospital. Realizou varias cirurgias e voltou para casa. (sujeito elíptico: o médico)
Sujeito Indeterminado é aquele que existe, mas não podemos ou não queremos identifica-lo com precisão.
Ocorre em 2 casos:
Quando o verbo está na 3a pessoa do plural, sem referência a nenhum substantivo anteriormente expresso.
Exemplos:
Anunciaram a morte do governador.

Com verbo: intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de ligação (VL) acompanhados da partícula SE chamada de índice de indeterminação do sujeito (IIS).
Exemplos:
Vai-se à chácara por este caminho.  (VI)
Precisa-se de balconistas. (VTI)
Vive-se bem. (VI)
Falava-se alto. (VI)
Era–se feliz naquele tempo.(VL)
Orações sem sujeito são orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexistente.
Ocorrem nos seguintes casos:
Com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos.
Exemplos:
Ventava muito durante o dia.
Anoitece mais tarde no verão.
Chovia naquela tarde.
Com o verbo HAVER no sentido de existir ou a tempo decorrido.
Exemplos:
Havia crianças correndo. (=existiam crianças)
Há dois meses não o vejo (=tempo decorrido)
Com o verbo Houve no sentido de ocorreram.
Exemplos:
Houve vários acidentes. (Ocorreram vários acidentes)
Com o verbo FAZER referindo-se a fenômeno meteorológico ou a tempo decorrido.
Exemplos:
Fazia 32° à noite. (FAZER referindo-se a fenômenos meteorológicos)
Faz doze anos que não o vejo. (FAZER referindo-se a tempo decorrido)
Com o verbo SER referindo-se a datas, horas e distância.
Exemplos:
Hoje é dia 10. (Referindo-se à data)
É uma hora. (Referindo-se à hora)
São quatro horas. (Referindo-se à hora)
Daqui ao meu colégio são quatro quarteirões. (Referindo-se à distância)
LEMBRE-SE:
Os verbos que se referem a fenômenos meteorológicos podem, em linguagem figurada, ser empregados como verbos pessoais.
Exemplos:
Confetes choviam sobre as meninas. (Confetes=sujeito de chover)
Eles trovejavam de tanta raiva. (Eles=sujeito de trovejaram)
Pedro amanheceu morto (Pedro=sujeito de amanheceu)
A oração “Houve grandes festas” não tem sujeito (trata-se de uma oração sem sujeito); todavia, na oração “Existiram grandes festas” o sujeito é grandes festas. O verbo existir é pessoal, admitindo sujeito.
Os verbos impessoais, isto é, sem sujeito devem permanecer na 3a Pessoa do singular. Observe os verbos HAVER E FAZER. Se estes verbos vierem formando uma locução verbal com outro verbo (verbo auxiliar: dever, poder, costuma, começar a, continuar a, etc) este outro fica impessoal ficando na terceira do singular.
Exemplos:
Deve haver duas mil pessoas.
Vai fazer um ano que não o vejo.
Costuma haver muitas festas aqui.
Há de haver esperanças.
O verbo ser impessoal concorda com o predicativo (è o único caso em que podemos encontrar um verbo impessoal no plural)
Exemplo:
Hoje são 12 de abril.
Eram oito horas quando chegamos.

Complemento nominal
Em análise sintática, é um termo integrante, referente a substantivo, adjetivo e advérbio, que completa o sentido de um nome.
Complemento nominal é a parte paciente, podendo ser representada.
Exemplo: "João ficou à disposição…
A pergunta inevitável é: de que? ou de quem? A resposta (da empresa, da Justiça, da família, da escola, etc.) é um complemento nominal, porque completa o sentido de um nome (à disposição).
Outros exemplos: "Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim" "Sou favorável à sua promoção". "Tenho esperança de que seus planos deem certo".
Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia - substantivo - e favorável - adjetivo). O complemento nominal pode ser até uma oração, classificada como "subordinada substantiva completiva nominal", que completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração subordinante: "Tenho esperança de que ele venha".
A oração subordinada completa o sentido do substantivo esperança. Repare que esse tipo de oração é sempre introduzido por uma preposição, clara ou subentendida (no exemplo, a preposição "de").
Como o próprio nome já diz, o complemento nominal completa o sentido da frase.
Ex.: "Está difícil o pagamento das dívidas" das dívidas completa o sentido da frase.
E também, para finalizar, devemos saber que o termo preposicionado para ser complemento nominal terá que estar ligado a um substantivo abstrato que seja o receptor, o alvo da ação. No exemplo dado acima "pagamento" é um substantivo abstrato, pois precisa de algo para existir, e "das dívidas" é o complemento nominal, pois as "dívidas" é o agente receptor/alvo da ação, as "dívidas" estão sendo o ALVO do pagamento. O complemento nominal pode ser substantivo, adjetivo, advérbio ou expressão ou oração.

OBJETO DIRETO E INDIRETO
O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos.

Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.:     Maria         vendia            doces.
             sujeito      v.trans. direto     obj.direto
          As crianças      esperavam    os pais.
                sujeito           v. trans.direto    obj.direto

Objeto direto preposicionado

O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Ex.:     Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)

Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.:    Davi    gosta                 de música.
         sujeito   v.trans. indireto     obj.indireto

          A professora não    confia            em seus alunos.
                 sujeito                  v.trans. indireto       obj.indireto


Núcleo do objeto

O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).

a) substantivo:   Ana     comprou           chocolate.
                                 sujeito   v. trans. direto     obj.direto

b) pronome substantivo:  O chefe      confia          em nós.
                                                 sujeito     v. trans.indireto   obj.indireto


c) palavra substantivada:  Ele       esperava       um tchau.
                                                  sujeito    v. trans.direto    obj. direto

O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:

- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
                    v.trans.direto
Ex.:    O pai deixou-as na escola.
                                   obj.direto

- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
                          v.trans.indireto
Ex.:     A notícia interessava-lhes.
                                                   obj.indireto

Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

         v.trans.direto
Ex.:   Elegeram-me representante da classe.
                             obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos               um mundo inacreditável.
                     obj.indireto      obj.direto

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

Aposto

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto adnominal, mas que, no entanto sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma isolada, ora entre vírgulas, ora separado por uma única vírgula no início ou no final de uma oração ou ainda por dois pontos.
Existem sete tipos de aposto: O aposto explicativo, o aposto enumerativo, o aposto especificativo, o aposto distributivo, aposto oracional, aposto comparativo e o aposto recapitulativo (resumidor). Na norma culta é permitido utilizar qualquer um dos apostos também entre parênteses ou entre dois travessões e outros tipos de adjunto.

Aposto explicativo

É aquele que explica o termo do estudado. É acompanhado por vírgulas. Exemplo:
  • Hagar, o terrível.
  • Helena, a menina que encontramos, estava triste.
  • A morte, angústia de quem vive, ocorre ao acaso.
  • ECA ( estatuto da criança e do adolescente).

Aposto enumerativo

É aquele utilizado para enumerar dados relacionados ao termo fundamental.
Exemplo:
  • Mario possui quatro filhas: Janaína, Vitória, Bruna e Karine.
  • Tenho três amigos: José, Marcos e André.
  • A pesquisa analisou dois grupos: crianças e adolescentes.

Aposto especificativo

É aquele que especifica o termo a que se refere. Não é acompanhado de vírgulas.
Exemplo:
  • A melhor praia de Salvador é a de São Tomé.
  • A cidade de São Paulo é muito famosa.
Observe, no entanto, a diferença entre As ruas de São Paulo (Adjunto adnominal) e A cidade de São Paulo (Aposto especificativo). No aposto especificativo, há uma ideia de igualdade de termos, ou seja, "A cidade" = "São Paulo", o que não ocorre em As ruas de São Paulo (paulistanas).

Aposto distributivo

É aquele que distribui as informações de termos separadamente. Geralmente, utilizado com ponto e vírgula.
Exemplo:
  • Henrique e Núbia moram no mesmo país; esta na cidade do Porto, e aquele, na cidade de Lisboa.

Aposto oracional

É o aposto que possui um verbo.
Exemplo:
  • Desejo uma única coisa: que plantem novas árvores.
  • Ele me disse apenas isso: 'a nossa sociedade acabou

Aposto Resumidor (Recapitulativo)

É o aposto que resume toda a oração.
Exemplo:
  • Trocar fraldas, amamentar, limpar o nariz, acordar de noite, tudo exige paciência.
  • Vento, chuva, neve, nada o impediu de cumprir sua missão.

Aposto Comparativo

É o aposto que compara. Geralmente entre vírgulas.
  • A inflação, que parece um monstro devorador dos salários, é sempre uma ameaça à estabilidade econômica do país.

Vocativo

Dentro da sintaxe, o vocativo é um termo de natureza exclamativa, que tem como função chamar alguém ou alguma coisa personificada. É o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito nem do predicado. A função do vocativo é chamar ou interpelar o elemento a que se está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação e admite anteposição de interjeição de chamamento.

Exemplos

  • "Tenho certeza, amigos, de que isso vai acabar bem."
  • "Ide lá, rapazes!"
  • "José, venha cá."
  • "wallisson', vamos logo!"
  • "Camila, saia daí!"
  • "Isabel, olhe aqui!"
  • "Deus, tenha piedade de nós!"

Predicativo do sujeito

É o termo ou expressão que complementa o sujeito, conferindo-lhe ou um atributo ou uma referência.
O predicativo do sujeito apresenta duas características básicas:
  • acompanha o verbo de ligação;
  • pertence ao predicado nominal
A formação do predicativo do sujeito pode ser feita através de um substantivo, ou adjetivo, ou pronome, ou numeral, ou ainda uma oração substantiva predicativa.
Exemplos:
  1. Paciência e respeito são virtudes ignoradas nos dias de hoje.
...[predicativo: substantivo]
  1. As crianças pareciam envergonhadas aos olhos do viajante.
...[predicativo: adjetivo]
  1. O meu medo sempre foi que ela me encontrasse aqui.
...[predicativo: oração substantiva adjetiva]
A maneira mais prática de se identificar o predicativo do sujeito é excluir o verbo da oração e verificar se continua a existir uma unidade de sentido.
Exemplo:
  1. O verão foi chuvoso, o outono frio!
...[houve a exclusão do verbo de ligação, mantendo a unidade significativa: "o outono foi frio"]

Referências

  1. Paulo Cavalcante (13/10/2008). Termos Acessórios da Oração. Recanto das Letras. Página visitada em 07/03/2010.
  2. a b c d Domingos Paschoal Cegalla. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa (em Português). 46ª ed. [S.l.]: Companhia Editorial Nacional, 2007. 693 p. p. 363-367. 85-04-00789-8
  3. a b Adjunto Adnominal. Info Escola (21/08/2009). Página visitada em 07/03/2010.





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Resumo das classes de palavras

CLASSES GRAMATICAIS

Palavra variável é a palavra que altera sua forma para indicar um acidente gramatical.
Palavra invariável é a palavra de forma fixa.

1- SUBSTANTIVO

É a classe gramatical de palavras variáveis as quais denominam os seres. Ex.: giz, Madalena, lousa, mesa, demônio, escola, menino.

Classificação dos Substantivos:

1- Comuns : aplicam-se a todos os seres de uma espécie. Ex.: mesa, país, homem, árvore, livro, cidade.
Próprios : aplicam-se a um único ser de toda espécie. Ex.: Benedito, Brasil, Rex.

2- Concretos : nomeiam seres de existência real ou que a imaginação dá como tal. Ex.: caneta, Deus, fada, porta.
Abstratos : nomeiam estados, qualidades, ações, sentimentos. Ex.: viagem, visita, ódio, amor.

3- Primitivos : não tem origem em outra palavra portuguesa. Ex.: mar, céu, cinza, terra.
Derivados : têm origem em outra palavra portuguesa. Ex.: marujo, cinzeiro, terreno, bondade.

4- Simples : são formados de um só radical. Ex.: tempo, sol, mármore, terreiro.
Compostos : são formados de mais de um radical. Ex.: couve-flor, girassol, fidalgo, pé-de-moleque.

5- Coletivos : nomeiam agrupamentos de seres da mesma espécie.
NOTA – O coletivos é um substantivo singular, mas com ideia de plural.

Flexões do Substantivo:


1. Gênero Masculino Feminino

2. Número Singular Plural

3. Grau Aumentativo Diminutivo


2- ARTIGO

É a classe gramatical de palavras que acompanham os substantivos, determinando-os.

Classificação dos Artigos:
1- Definidos : o, a, os, as – determinam os substantivos de maneira precisa:
Vi o rapaz.
Comprei a motocicleta.

2- Indefinidos : um, uma, uns, umas – determinam os substantivo de maneira vaga:
Comprei um livro.
Ofereci-lhe um carro.

3- ADJETIVO

É a classe gramatical de palavras que exprimem qualidade, defeito, origem, estado do ser.

Classificação dos Adjetivos:

1- Explicativo : exprimem qualidade própria do ser.
Restritivo : exprimem qualidade que não é própria do ser.

2- Primitivo : não vem de outra palavra portuguesa.
Derivado : tem origem em outra palavra portuguesa.

3- Simples : formado de um só radical.
Composto: formado de mais de um radical.

Locução Adjetiva:
É toda expressão formada de uma preposição mais um substantivo, equivalente a um adjetivo.
Ex.:
Homens com aptidão (aptos)
Pé de chumbo (plúmbeo)
Bandeira da Irlanda (Irlandesa)
Rapazinho com sossego (sossegado)

Gênero dos Adjetivos:

1- Biformes : tem duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino. Ex.: mau – má.
2- Uniformes : têm uma só forma tanto para o masculino quanto para o feminino. Ex.: cruel, feliz.

Graus dos Adjetivos:
1- Grau Comparativo:

- Igualdade : tão (tanto, tal) bom como (quão, quanto)
- Superioridade :
a) Analítico: mais bom que (do que).
b) Sintético: melhor que.
- Inferioridade : menos bom que.

2- Grau Superlativo:
- Absoluto :

a) Analítico: muito bom.
b) Sintético: (erudito)ótimo; (popular)boníssimo.

- Relativo:
a) Superioridade: o mais bom de.
b) Inferioridade: o menos bom de.

4- NUMERAIS

Classificação dos Numerais:

1- Cardinais: indicam contagem, medida. Ex.: um, dois, três.
2- Ordinais: indicam a ordem do ser numa série dada. Ex.: primeiro, segundo.
3- Fracionários: indicam a divisão dos seres. Ex.: meio, terço.
4- Multiplicativos: indicam a multiplicação dos seres. Ex.: dobro, triplo.

Leitura dos Numerais Cardinais:
Faz-se a leitura do numeral cardinal, dispondo-se a palavra entre e entre as centenas e as dezenas e entre as dezenas e unidades.
Ex.:894 = oitocentos e noventa e quatro.

5- PRONOME

É a classe de palavras que substituem o nome ou a ele se referem.

Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos:
1- Pronome Substantivo : é o pronome que substitui o nome. Ex.: Ele não o viu ontem.
2- Pronome Adjetivo : é o pronome que acompanha o nome, juntando-lhe uma característica. Ex.: Aquele rapaz não viu sua prima.

Classificação dos Pronomes:

1- Pronomes Pessoais:

a) Retos: exercem a função de sujeito. (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas)
b) Oblíquos: exercem a função de complementos. (me, te, se...)
c) Tratamento: são expressões usadas no tratamento cerimonioso ou de respeito. (Vossa Senhoria, Vossa Santidade...).

2- Pronomes Possessivos:

Número/Pessoas

Singular
1ª Meu (s), minha (s)
2ª Teu (s), tua (s)
3ª Seu (s), sua (s)

Plural
1ª Nosso (s), nossa(s)
2ª Vosso (s), vossa (s)
3ª Seu (s), sua (s)

3- Pronomes Demonstrativos:

Este (s), esta (s), isto,
Esse (s), essa (s), isso,
Aquele (s), aquela (s), aquilo,
Mesmo (s), mesma (s),
Próprio (s), própria (s),
Semelhante (s),
Tal, tais,
O, a, os, as (= aquilo, isto, isso, aquele (s), aquela (s)).

4- Pronomes Indefinidos:

Algum , alguns, alguma (s), alguém, algo, muito (s), muita (s), nenhum, nenhuns, ninguém, nada, qualquer, quaisquer, todo (s), toda (s), tudo, cada, um, uns, uma (s), outro (s), outra (s), outrem.

5- Pronomes Relativos:
Que, quem, quanto (s), quanta (s), o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde, etc..

6- Pronomes Interrogativos:

Segundo alguns gramáticos, os pronomes interrogativos são algumas formas de pronomes indefinidos empregados nas interrogações diretas ou indireta.

6- ADVÉRBIO

É a classe de palavras invariáveis que indicam circunstâncias diversas.
O advérbio, dependendo da circunstância que indica.

Classificação do Advérbio:
1- de lugar: perto, longe, aqui, ali, lá...
2- de tempo: ainda, jamais, nunca, sempre...
3- de modo: bem, mal, assim, calmamente, e quase todas palavras terminadas em mente.
4- de intensidade: muito, pouco, intensamente...
5- de negação: não, nem (=não)...
6- de afirmação: sim, certamente...
7- de dúvida: talvez, quiçá, porventura...

Advérbios Interrogativos:

São advérbios interrogativos que estabelecem uma interrogação e se classificam como:
1- de lugar: onde, donde, aonde.
2- de causa: por que.
3- de modo: como.
4- de tempo: quando.
5- de intensidade: quanto.

Locução Adverbial:

É toda expressão que corresponde a um advérbio, desde que formada demais de uma palavra. Ex.: de repente, com certeza, por aqui.
Tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro adverbio. Ex.: não vivemos (verbo) , muito cedo (advérbio).

7- PREPOSIÇÃO

É a classe de palavras invariáveis que ligam duas palavras, subordinando a segunda à primeira.

Classificação das Preposições:

1- essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

2- acidentais: conforme, segundo, consoante, como, afora, mediante, durante.

Locução Prepositiva:
É a expressão equivalente a uma preposição, formada também por um grupo de palavras. Ex.: a respeito de, perto de, para com.

Combinação:
É a união da preposição a com os artigos o, os, sem que haja alteração de forma. Ex.:
a + o = ao
a + os = aos

Contração:
É a união da preposição com outra palavra, havendo alteração da forma. Ex.:
em + a = na
de + aquela = daquela
per + o = pelo

8- INTERJEIÇÃO

É a classe gramatical de palavras invariáveis que exprimem um estado emotivo. Dependendo do estado emotivo ( espanto, alivio, advertência, alegria, apelo, dor, lástima, aplauso, imitação de um som ou ruído, saudação, desaprovação, desejo, indignação, desculpa, pena, etc.), as interjeições são classificadas.
O estado emotivo expresso pela interjeição é determinado pela entonação com que é pronunciada. Essa entonação especial é indicada pelo ponto de exclamação. Ex.: ih! (lástima ou perda) , eh! (advertência).

Locução Interjetiva:
É toda expressão que corresponde a uma interjeição. Ex.:
Ora bolas!
Valha-me Deus!
Ai de mim!

9- CONJUNÇÃO

É a classe de palavras invariáveis que ligam duas palavras ou orações entre si. Locução Conjuntiva é a expressão equivalente a uma conjunção.

Classificação das principais Conjunções e Locuções Conjuntivas:

A) Coordenadas:
1- aditivas: e, nem (=e não), mas também, mas ainda, como também, bem como.
2- adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão.
3- alternativas: ou ... ou, ora ... ora, já ... já.
4- conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, por isso, pois (depois do verbo)
5- explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo)

B) Subordinativas:
1- causais: porque, porquanto, visto que, como (= porque), desde que, pois, dado que, já que, uma vez que, que (= porque), visto como.

2- concessivas: embora, ainda que, se bem que, mesmo que, posto que, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, apesar de que, conquanto, sem que (= embora não).

3- condicionais: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, a menos que, desde que, sem que (= senão).

4- conformativas: como, conforme, segundo, consoante.

5- comparativas: como, do que, quanto, qual, que nem, tal e qual, que.

6- consecutivas: que, sem que, de forma que, de jeito que.

7- finais: para que, a fim de que, que (= para que), porque (= para que).

8- temporais: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, assim que, agora que, mal, apenas, até que, desde que, sempre que.

9- proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos.

10- VERBO

É a classe de palavras variáveis em pessoa, número, tempo, modo e voz, que indicam ação (correr), estado (ficar), fenômeno (chover), fato (nascer).

Flexões Verbais:
1- Pessoa: varia a forma verbal para indicar a pessoa gramatical a que se refere:
1ª pessoa: orador (que fala)
2ª pessoa: interlocutor (com quem se fala)
3ª pessoa: assunto (de que se fala)

2- Número: varia a forma verbal para indicar o número de sujeitos a que se refere:
Singular: refere-se a um único sujeito.
Plural: refere-se a mais de um sujeito.

3- Tempo:
Presente: indica a ação que acontece durante o momento em que se fala.
Pretérito: indica a ação que acontece antes de se falar.
Futuro: indica a ação que vai acontecer depois de se falar.

4- Modo:

Indicativo: indica uma realidade
Subjuntivo: indica uma dúvida, uma possibilidade.
Imperativo: indica uma ordem, um pedido, um conselho, um desejo, uma súplica.

Além dos três modos verbais, existem as três formas nominais:
1- infinitivo: passa o substantivo. Ex.: andar = o andar.
2- gerúndio: passa a substantivo. Ex.: formando = o formando.
3- particípio: passa a substantivo ou adjetivo. Ex.: realizado = trabalho realizado.

5- Voz: indica se o sujeito pratica ou recebe ação. Há três vozes verbais:

1- voz ativa: o sujeito pratica a ação ( agente ).
2- voz passiva: o sujeito sofre a ação ( paciente )
3- voz reflexiva: o sujeito pratica e recebe a ação.



BIBLIOGRAFIA:
Lisa – Biblioteca integrada , 1º e 2º graus, pré – vestibulares, capitulo 5, págs. 18 à 39.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

VERBO

VERBO


Verbo é a classe de palavra que possui a maior quantidade de flexões: tempo, modo, pessoa e número. Além disso, o verbo expressa ação, estado. E não só isso. Pode expressar o resultado de uma ação: "Cláudio comprou um livro". Uma sensação: "Ele se apavorou". Um sentimento: "Eu não o invejo"; e muitas outras ideias, sempre com a possibilidade de referir-se a alguém ou a algo – o sujeito – e de situar-se no tempo passado, presente e futuro. O verbo também é essencial para a ação. Não existe oração sem verbo e, às vezes, basta o verbo para que a oração esteja completa:
Ganhei! Cheguei. Chove.

1.Estrutura do verbo

Uma forma verbal é constituída por:

Radical ou lexema: onde se concentra o significado do verbo
O radical é a parte e repetida em todas as formas, salvo em caso de verbos irregulares:

Cantei, cantaste, cantou

Desinência: indica o modo, o tempo, o número e a pessoa

Falássemos
-sse-: desinência modo-temporal (subjuntivo-pretérito imperfeito)
-mos: desinência número-pessoal (1ª pessoa do plural)

Vogal temática: além de permitir a ligação do radical com as desinências, indica a que conjugação o verbo pertence:

Falaste – a – 1ª conjugação (verbo falar);
Vendeste – e – 2ª conjugação ( verbo vender);
Partiste – i – 3ª conjugação (verbo partir).

Tempo

O tempo verbal indica o momento em que o processo verbal acontece: se é anterior, simultâneo ou posterior ao momento da fala .Essas possibilidades são expressas pelo:

Pretérito, que pode ser perfeito (ação iniciada e concretizada no passado), imperfeito (ação iniciada e não concretizada num dado momento) e mais-que-perfeito (ação iniciada e concretizada no passado anterior a outra também realizada e concretizada no passado);

Presente é indivisível;

Futuro, que pode ser do presente (ação certa) e do pretérito (ação provável dependente de outra).

Modo

Temos, na Língua Portuguesa, três modos verbais:

Indicativo: exprime, em geral, ideias objetivas e não dependentes de outra
Eu escreverei um livro.

Subjuntivo: exprime em geral ideias subjetivas, hipotéticas, fazendo sempre parte de uma oração subordinada.
Se eu fosse capaz, escreveria um livro.

Imperativo: exprime ordem, pedido, súplica
Escolha um livro!

Tais ideias, entretanto, não são tão rígidas, pois é possível

a) usar o indicativo em situações hipotéticas:
Se eu te pego colando, recolho tua prova!

b) usar o subjuntivo em situações reais:
Como estivesse de bermuda, não o deixaram entrar.

c) pedir ou mandar sem usar o imperativo. O futuro do pretérito sugere boas maneiras:
Motorista, poderia parar no próximo ponto?


Verbo Estudar...

Gerúndio: estudando
Particípio passado: estudado

INDICATIVO

Presente Pretérito perfeito Pretérito imperfeito
eu estudo eu estudei eu estudava
tu estudas tu estudaste tu estudavas
ele/ela estuda ele/ela estudou ele/ela estudava
nós estudamos nós estudamos nós estudávamos
vós estudais vós estudastes vós estudáveis
eles/elas estudam eles/elas estudaram eles/elas estudavam


Pret. mais-que-perfeito Futuro do presente Futuro do pretérito
eu estudara eu estudarei eu estudaria
tu estudaras tu estudarás tu estudarias
ele/ela estudara ele/ela estudará ele/ela estudaria
nós estudáramos nós estudaremos nós estudaríamos
vós estudáreis vós estudareis vós estudaríeis
eles/elas estudaram eles/elas estudarão eles/elas estudariam



CONJUNTIVO OU SUBJUNTIVO

Presente Pretérito imperfeito Futuro
que eu estude se eu estudasse quando eu estudar
que tu estudes se tu estudasses quando tu estudares
que ele/ela estude se ele/ela estudasse quando ele/ela estudar
que nós estudemos se nós estudássemos quando nós estudarmos
que vós estudeis se vós estudásseis quando vós estudardes
que eles/elas estudem se eles/elas estudassem quando eles/elas estudarem




IMPERATIVO

afirmativo negativo INFINITIVO PESSOAL
– – para estudar eu
estuda tu não estudes tu para estudares tu
estude você não estude você para estudar ele/ela
estudemos nós não estudemos nós para estudarmos nós
estudai vós não estudeis vós para estudardes vós
estudem vocês não estudem vocês para estudarem eles/elas


DIVIRTAM-SE!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dicas de leitura

Se você é um leitor que gosta de emoções fortes e apaixonante, então vai aqui algumas dicas de títulos interessantíssimos, você não vai se arrepender.
Em 1.º lugar o maior e mais fantásticos de todos os livros;
A BIBLIA;

* A última música;
* Diário de uma paixão;
* Querido John;
* A cabana;
* Juízo Final;
* Conte-me seus sonhos;
* Amanhecer;
* Um amor para recordar;
* Um girassol na janela;
* Um longo caminho para casa;
* Diva;
* O seminarista;
* Escrava Isaura;
* Dom Casmurro;
* Literatura em quadrinhos;
* O céu está caindo;
* A herdeira;
* A senhora do jogo;
* O reverso da medalha;
* Marley e EU;
* Os imortais;
* Nada dura para sempre;

Boa viagem!!!!